quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Feliz 2012

Affffff
Graças a noss Bom Deus 2011 foi pro saco.. e 2012 esta ai, prontinho pra receber todos os projetos de vida que nele já estão depositados
Entao 2012, vamos lá, e nao me decepcione, vc será o melhor ano da minha vida
Seja bem vindo...

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

FILHOS TEM MANUAL DE INSTRUÇÃO

Hoje estou insanamente incomodada (algumas de minhas amigas diriam.. novidade!!! kkk)
Incomodada por perceber o que acaba passando despercebido e talvez, agora, tenha me ressaltado a consciência; o quanto somos responsáveis pelo atrofiamento intelectual, cultural, social de nossos filhos..


Mamys, eu , as crianças e namorado de Mamys (sim mamys é modernets, como diz lovão, e tem sim um mega namorado, depois conto pra vocês) bem , essa galera toda, arrumou as malas e partiu rumo a.. Ouro Preto, aqui," pertim" de mim, duas horas com trânsito intenso... 


Aí que se iniciou todo o meu conflito interno..(risos)
GENTE! Como pode um mineiro nunca ter ido a este lugar? Explica-me, como?
Mais do que história, mais do que arte, mais do que a culinária, mais do que o frio.. Que estava DEMAIIIIIIIIS... Andar por aquelas ruas, observar os lugares e as paisagens, escutar as histórias e estórias, a musica (era o finalzinho do festival de inverno e havia músicos pelas ruas, tocando e cantando nossas diversidades)...
Em um desses momentos, olhei para meus filhos, os dois fascinados com tudo aquilo, as descobertas nas visitas aos museus e igrejas, fofolete encantada com a história dos escravos no auge de seus 6 anos de idade... E meu reizinho, em alguns momentos abria a boca, literalmente boquiaberto com tanta informação... Observa-los, mergulhados em tudo aquilo de corpo e alma, trouxe-me a tona, inquietações inconscientes, que permaneciam quietinhas, caldas, silenciadas pelo meu comodismo, e pelo que é comum à grande massa.
Meus filhos são loucos por cultura, por descobertas, e o que tenho feito para contribuir com isso? NADAAAAAAA
É tão confortável, oferece-los a TV e suas baboseiras, enquanto diariamente os dois encenam cenas dos filmes que assistem, dizem de uma forma suigeneres, “Mãe, nós somos melhor que isso”. Fofolete, tem um fascínio por tudo que é arte, durante toda nossa visita, o que lhe chamava atenção eram os artistas locais e sua arte, enquanto aguardávamos para entrar em uma das igrejas, havia um pintor, pintando uma tela logo na entrada da igreja, várias crianças corriam de um lado para outro, Fofolete, ao observar o pintor, arrumou um lugarzinho bem próximo a ele, ficou o observando, com um fascínio incrível, vendo criador e criatura. Observei, achei bonitinha, e pensei “são as tintas, as cores das tintas”, mais não, não era apenas as tintas, logo após a visita a igreja, encontramos outro pintor, e Sarah não queria mais ir a lugar algum, apenas ficar lá observando o que estava sendo criado, como tudo estava muito complicado, prometi um brinquedo, qualquer um que ela escolhesse, ela correu em uma lojinha em que já havíamos passado e pegou um instrumento, uma espécie de pianinho, depois disso pensei: Porque minha resistência, o talento é algo instintivo, porque não deixa-lo fluir?, Porque não deixa-lo acontecer? Olhei para ela, agachei, e ela me disse, é este mamãe, é este que quero, comprei. Ao chegarmos ao hotel ela observou as diferenças de som do instrumento e me disse: Mamãe, ele faz Do Re Mi Fá Sol La Si Dó
Aquela noite, ao chegar ao hotel, deitei e pensei sobre tudo aquilo que havia ocorrido. Porque nós PAIS insistimos em negar o que nos é obvio, porque não conseguimos deixar as amarras do que para nós é a melhor forma e aprendemos a ler a melhor forma de ser dos nossos filhos?
Quando engravidei pela primeira vez, lembro-me da minha mãe me dizer que filhos não vem com manual de instrução, hoje começo a perceber isto diferente, acho que eles vem sim com um manual, um manual individual, só deles, só que nós PAIS, MAES, CUIDADORES, precisamos aprender a lê-lo.
As evidencias estão ai, os caminhos também, só precisamos abrir nossos olhos e VER de verdade o que está escrito...
Amar um filho é fácil, educa-lo pode ser também, difícil é decifra-lo (risos)
  Bem, além de uma viagem maravilhosa por Ouro Preto, viajei em mim, e nos meus filhotes lindos...

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Iniciando novas experiências... primeiros sorrisos

Iniciar, Recomeçar, Conhecer...
Tudo que se faz de novo pode nos gerar algumas resistências. 
Começar a escrever, escrever um blog me ajudou a perceber que, apesar de algum conhecimento minha insegurança pode ser o maior empecilho.
Neste momento consigo perceber melhor as dificuldades que minha florzinha (assim chamarei Sarah, minha filhota fofolete) de seis anos vem enfrentando em sua alfabetização... Reconhece as letras, todas elas, mais não sabe associa-las; não consegue, foneticamente, identificar as diversas fusões das letras e ler o sabor do seu sorvete preferido... Para ela isso é confortável, afinal, seu irmão (meu reizinho), está por perto o tempo todo e sempre auxiliando.
 Ela conhece as palavras, mais não consegue desenha-las, assim como ela, hoje percebo esta mesma dificuldade. Tenho o desejo, e algum conhecimento, mas há uma enorme resistência em começar... tudo já existe na internet, para que começar algo novo? por quê me arriscar?
Disseram-me certa vez sobre a minha resistência em começar, e de fato, ela é gigante.
Resisti ao nascer... Segundo Mamys (assim chamarei minha genitora ok), o parto que me trouxe ao mundo, além de bem demorado culminou em um procedimento a fórceps...
Durante a adolescência o contraste entre o apego à infância, as brincadeira, meu irmão caçula, e do outro lado a novidade das amigas, as maquiagens, as paqueras; bem tudo isso contribui para a permanência nesta minha fase do desenvolvimento além do que deveria. Era mais fácil permanecer "aborrecente", do que encarar que, de fato, eu estava crescendo, deveria ter responsabilidades e que minhas bonecas já deveriam estar guardadas. 
A faculdade, o primeiro emprego, a nova forma que eu encarava minhas mudanças e de como os outros também as encaravam, enfim, a maturidade estava começando a dar sinais, e com ela alguns questionamentos:
Porque tudo tem que estar em constante mudança?
Porque as coisas não podem se manter como são por um tempo maior?
Porque quando nos acostumamos com as coisas elas precisam se modificar?
         Estas são perguntas que me fiz aos 20 anos, hoje os questionamentos são outros, as mudanças permanecem, estão aí, consigo entendê-las melhor, mas ainda “estou” resistente a elas. “Estou” entre aspas, porque prefiro acreditar que minha resistência é um estado, mesmo que este estado “esteja” permanente, percebo que se modifica, e tenho a crença que um dia deixe de estar (estar tão resistente às mudanças).
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         Este é meu primeiro rascunho, meu primeiro ensaio, meu primeiro rabisco de mudança...
         Desculpem-me algumas falhas, estou tomada de receio e ansiedade...
Sorrisos a todas (os).