Iniciar, Recomeçar, Conhecer...
Tudo que se faz de novo pode nos gerar algumas resistências.
Começar a escrever, escrever um blog me ajudou a perceber que, apesar de algum conhecimento minha insegurança pode ser o maior empecilho.
Neste momento consigo perceber melhor as dificuldades que minha florzinha (assim chamarei Sarah, minha filhota fofolete) de seis anos vem enfrentando em sua alfabetização... Reconhece as letras, todas elas, mais não sabe associa-las; não consegue, foneticamente, identificar as diversas fusões das letras e ler o sabor do seu sorvete preferido... Para ela isso é confortável, afinal, seu irmão (meu reizinho), está por perto o tempo todo e sempre auxiliando.
Ela conhece as palavras, mais não consegue desenha-las, assim como ela, hoje percebo esta mesma dificuldade. Tenho o desejo, e algum conhecimento, mas há uma enorme resistência em começar... tudo já existe na internet, para que começar algo novo? por quê me arriscar?
Ela conhece as palavras, mais não consegue desenha-las, assim como ela, hoje percebo esta mesma dificuldade. Tenho o desejo, e algum conhecimento, mas há uma enorme resistência em começar... tudo já existe na internet, para que começar algo novo? por quê me arriscar?
Disseram-me certa vez sobre a minha resistência em começar, e de fato, ela é gigante.
Resisti ao nascer... Segundo Mamys (assim chamarei minha genitora ok), o parto que me trouxe ao mundo, além de bem demorado culminou em um procedimento a fórceps...
Durante a adolescência o contraste entre o apego à infância, as brincadeira, meu irmão caçula, e do outro lado a novidade das amigas, as maquiagens, as paqueras; bem tudo isso contribui para a permanência nesta minha fase do desenvolvimento além do que deveria. Era mais fácil permanecer "aborrecente", do que encarar que, de fato, eu estava crescendo, deveria ter responsabilidades e que minhas bonecas já deveriam estar guardadas.
A faculdade, o primeiro emprego, a nova forma que eu encarava minhas mudanças e de como os outros também as encaravam, enfim, a maturidade estava começando a dar sinais, e com ela alguns questionamentos:
A faculdade, o primeiro emprego, a nova forma que eu encarava minhas mudanças e de como os outros também as encaravam, enfim, a maturidade estava começando a dar sinais, e com ela alguns questionamentos:
Porque tudo tem que estar em constante mudança?
Porque as coisas não podem se manter como são por um tempo maior?
Porque quando nos acostumamos com as coisas elas precisam se modificar?
Estas são perguntas que me fiz aos 20 anos, hoje os questionamentos são outros, as mudanças permanecem, estão aí, consigo entendê-las melhor, mas ainda “estou” resistente a elas. “Estou” entre aspas, porque prefiro acreditar que minha resistência é um estado, mesmo que este estado “esteja” permanente, percebo que se modifica, e tenho a crença que um dia deixe de estar (estar tão resistente às mudanças).
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Este é meu primeiro rascunho, meu primeiro ensaio, meu primeiro rabisco de mudança...
Desculpem-me algumas falhas, estou tomada de receio e ansiedade...
Sorrisos a todas (os).